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terça-feira, 12 de julho de 2011

Pokémon: coisa de criança?

Aurum_leo novamente, só pra provar que eu não morri depois do primeiro post, que nem foi algo realmente interessante, e sim uma apresentação xD

Mas enfim, não é lá o melhor momento da minha vida pra ficar escrevendo o que sinto ou penso, cheguei a querer fazer uma coisa bem deprê mesmo ( melhor deixar pra Gisele kkkk ), mas vou ir pelo lado oposto e escrever sobre assuntos potencialmente polêmicos, mas que serão bons pra descontrair nesses momentos. Tipo Pokémon.
POKÉMON??! WTF, como um desenhinho infantil que passa na RedeTV pode ser algo polêmico?? É exatamente esse o ponto que queremos chegar. Só avisando que o público alvo desse post obviamente não são as pessoas que entendem do assunto, gostam da série e etc, e sim os que tem preconceito com a mesma.
Bom, hoje em dia, quase todo mundo conhece Pokémon, tanto os mais velhos por ter sido um desenho animado famosíssimo na década de 90, quanto os mais novos, pela recente exibição nos canais abertos. Algo menos conhecido pelas massas, mas ainda assim bem famoso, é que a série nasceu como um videogame pro Game Boy “tijolão”, criado pelo japonês Satoshi Tajiri. A série virou febre no Japão e no mundo devido a uma série de fatores que serão citados abaixo. Logo depois, por inevitável consequência, surgiu o desenho animado, que tornou-se ainda mais reconhecido do que a sua mídia de origem ( porque claramente, a televisão É muito mais popular do que os videogames ).

Aí chegamos a um fato: o desenho Pokémon é, sim, uma série voltada ao público mais infantil. A trama simples e genérica, politicamente correta ao extremo, com muitos episódios “jogados” e considerados inúteis, realmente é mais atrativa à garotada, e tudo isso serviu mesmo pra ser um chamariz pra tudo que viria depois e que os pequenos comprariam, como brinquedos, roupas etc. Não estou julgando o pessoal mais velho que ainda gosta, mas digo que o esperado de uma série dessas é agradar a outras faixas etárias, e o nível de complexidade é menor se comparado a outras animações japonesas ( exemplos clássicos que todo mundo entende, Dragon Ball Z e Naruto, ou mais cult, Death Note ).

Mas e o jogo? Se formos julgar, primeiramente, a história, ela, apesar de ter muito mais nexo e surpresas do que a da animação, ainda deixa a desejar. A parte de “zerar” o jogo claramente vem mostrado sinais de desgaste, com a história de vencer 8 líderes de ginásio, e após a Elite dos 4, pra depois ser o Campeão... sem falar nas organizações do mal que vão muito além da famosa Equipe Rocket, mas que são insistentes do mesmo jeito. Porém, depois de completar a história principal, duas premissas pra lá de complexas e empolgantes surgem para o jogador. E nelas, o lado enganador e infantil do jogo desaparece quase por completo.

Por todo o Brasil, e com certeza por todo o mundo, existem milhões de pessoas que passam dias treinando um time de pokémon ( não tem plural, fica a dica ) pra competir em torneios valendo dinheiro, premios, mulheres e iates ( tá, nem tanto, mas o negócio é sério ). Sim, os fãs de RPG ( veja o post do Mochileiro hehe ) podem surgir e dizer que não é algo tão assombroso assim treinar um personagem, colocar os melhores ataques/magias, atributos etc. Agora, imagine você podendo escolher entre uma gama de 649 personagens, cada um podendo ter seus próprios ataques e atributos, com enormes variedades e possibilidades. Ainda acha coisa pouca? Então dá uma olhada nessas equações:

A última é um exemplo de utilização da fórmula dos valores individuais, no caso, um Garchomp com atributos expecíficos ( o link contendo as fórmulas e outros exemplos envolvendo esse pokémon está no final do artigo ).

Fórmulas como essas, que deveriam estar nos ferrando na Fuvest ou na Unicamp, definem, dentre muitas outras coisas, valores únicos para cada Pokémon, que não podem se repetir nem se o Hugo Chavez falar que virou capitalista, enquanto porcos voam na Venezuela. Então eu tenho um Charizard nível 100 com x ataques, e meu amigo também tem um igualzinho? Mas eles não são nem um pouco parecidos na prática, pois os valores de ataque, defesa e etc são fruto de um treinamento extremamente expecífico, de minuciosidades como as “naturezas” ( Natures ), e tantos outros fatores. Chamados de Evs, ou Effort Values ( corre pro google tradutor ), eles dependem desde das espécies de criaturas que foram derrotadas no treinamento ao tipo de item que estava sendo utilizado na hora. Outros, os Individual Values, dependem até do apelido que você deu pro pokémon, e garantem com quase perfeição de que duas criaturas nunca serão iguais. Todas essas coisas complicadas se unem à brincadeira bem simples do “Pedra, Papel e Tesoura” – mas que, ao invés de ter 3 componentes, tem 17 “tipos” ( cada pokémon pode ter 2! ). Água tem vantagem sobre Fogo, que é melhor que Metal, que é imune a Veneno... mas e se o oponente for Fogo e Dragão ao mesmo tempo? Água ainda tem vantagem? Poderia ficar dias aqui...

O outro atrativo? Tão hardcore quanto, exibir uma Pokedex ( aparelho que lista todos os pokémon que você viu e capturou ) ostentando 649 monstros capturados é algo digno de Chuck Norris. Não é a toa que o lema da série é “Temos que pegar”, sendo que em inglês é “Gotta catch’em all!” ( “Temos que pegar TODOS!” ), e é praticamente impossível conseguir esse feito sem utilizar uma ajuda de certas trapaças... Por que? Muitos pokémon “lendários”, como o conhecido Mew, só são distribuidos em eventos especiais da Nintendo, produtora do game, que hoje em dia podem ocorrer tanto “ao vivo” como utilizando a conexão wi-fi do Nintendo DS. Além disso, é nessa jornada obssessivo-compulsiva que outro ponto chave da jogatina é mostrado: a interação entre os jogadores. Normalmente, os jogos são lançados em duas “versões”, cada uma contendo pokémon expecíficos. Ou seja, pra conseguir todos, é preciso “trocar” seus bichos com os amigos, utilizando o cabo link nos Game Boys da vida ou, atualmente, as compatibilidades wireless e wi-fi do DS. Jogada de mestre, e algo que também ajudou na popularização da franquia.

Bom, é isso. O Pikachu pode ser fofinho e engraçadinho, mas experimente treinar ele até o Nível 100 dando foque em Ataque e Velocidade, utilizando itens expecíficos e... melhor parar que dá dor de cabeça! Mas olha, tem MUITA gente que curte.
Quero me desculpar por duas coisas. Primeiro, a utilização de termos especiais que só as pessoas que já tiveram contato com ALGUM tipo de mídia Pokémon conheceriam, como “evolução”, “captura”, etc. Porém, eu duvido muito que algum de nossos leitores desconheçam isso, haha ( qualquer dúvida, comentem ). E depois, por escrever essa Bíblia aqui, mas eu avisei que eu costumo escrever bastante, então acostumem-se! Espero que o tema agrade.
Então, até a próxima, e boa semana!

Interessou e quer saber muito mais? Ou é um Treinador buscando a fama e as mulhares e está querendo umas boas dicas? Experimente o www.serebii.net . Apesar de ser em inglês, ele é considerado por muitos como um dos melhores sites do gênero, com uma variedade de assuntos e explicações surpreendentes.Pra explicações boas também sobre os Evs e Ivs ( e é muita coisa pra saber ), tente a boa wikia dedicada a esse universo, a Bulbapedia, também em inglês ( parafraseando meu amigo Aloísio, vai aprender seu otário! ). Aqui estão os dois artigos, só porque estou de bom humor:

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Uma dica de entretenimento

Hoje eu resolvi parar um pouco com o mostrando opinião e falar um pouco sobre o que é rpg e dar uma dica para os rpgistas de plantão, mostrando sobr um aplicativo que se parece com o msn, só que foi criado com dispositivo de rolagem de dados para proporcionar partidas online de rpg.
Vamos começar então com uma pergunta básica e sua resposta, o que significa RPG? RPG significa Role Playing Game, para saber a tradução basta tentar traduzir, pois não vou dar toda a informação de bandeija, basta saber que este é um tipo de jogo onde os jogadores atuam  de acordo com regras e história previamente falados por um narrador que vai ser o cara que comandará o jogo a partir de sua imaginação, centrando as ocasiões do jogo em acontecimentos criados por este narrador, que dará início a história que os personagens começaram a montar no mundo do jogo, obviamente vou me reduzir ao genérico, pois este genêro de jogo abrange vários outros sub-genêros e me delongaria demais descrevendo todos estes, além de não ser um especialista em nenhum deles para ser fiel a descrição que provavelmente faria, porém ser genérico é bem conveniente para deixar alguns nerds de plantão que não conheça o RPG ou joge, mas sejam que nem eu, um mero ignorante sobre o assunto impacientes para descobrir sobre os universos que possam existir lá fora.
Ano passado em momentos que ficava em casa bastante tempo sem estudar, traduzindo: todo o tempo em casa eu não estudava, salvo raras excessões eu procurava algo na internet para saciar a vontade de fazer inúmeras coisas diversificadas, descobri um aplicativo que permite sessões de RPG online, fiquei meio surpreso e duvidei da qualidade de tal programa, mas para você que tem um tempo extra e gosta de quer experimentar essa sensação de poder jogar este tipo de jogo sem precisar ir na casa de ninguém ou ter o incomodo de precisar fichas e fichas de maneira totalmente organizada o RRPG é uma boa alternativa, mas não é nada que substitua o bom e velho RPG de mesa numa mesa de verdade.
O RRPG consiste de um programa que existem mesas online em que você decide se quer entrar ou não e estas se diversificam entre os vários sistemas de regras de RPG, sendo que várias possuem um sistema próprio, mas nada de medo, pois os sistemas próprios geralmente não são dos mais complexos de ser entender, onde também existem algumas tavernas só para você conhecer o pessoal e zuar um pouco, depois de falar o básico do programa vou dar uma pequen a análise dos prós e contras para sua decisão de baixar ou não o programa.

Prós
. Aplicativo pouco pesado;
. Plugin de áudio, dando a possibilidade de sessões com a voz;
. Várias mesas com diversos assuntos;
. Cada mesa tem um armazanador de fichas onde o narrador poderá colocar os lembretes da mesa, como um modelo de ficha, regras da mesa, etc;
. Dispositivo de rolagem de dados imbutido com possibilidade de dados de até 255 faces, se não me engano faz tempo que não entro;
. Comandos que possibilitam chamar a atenção com um barulho e dar um toque no usuário quando seu nick é colocado na conversa, além da possibilidade de mudar o nick para a facilidade na mudança de personagem;
Contras
. Alguma instabilidade do servidor fazendo a sua conexão com o RRPG cair algumas vezes;
. Carência de recursos visuais, por hora;
. Demora nas sessões, justamente por quase nenhuma das mesas utilizar sessões por voz;
. Mesas com velocidade de degradação crescente, ou seja, os narradores desistem de narrar naquela determinada mesa e esta acaba


Pessoal aqui vai o link direto para o site do RRPG, onde poderá ser efetuado o download do aplicativo e maiores informações sobre este:


"O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado depois da televisão haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem imagem." (Millôr Fernandes)
Só coloco esta frase para que apesar desta ser uma novidade e que possa parecer boa para as pessoas que apreciam o RPG, devemos avaliar nossa vida para saber se este aplicativo realmente encaixa nela. 


Mochileiro 42